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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Seleção do Brasileirão


Aproveitando o embalo do Dênis, e para cobrir o espaço do meu texto que não fica pronto nunca, também resolvi fazer a minha seleção do brasileirão. O critério é para lá de subjetivo e nem sempre escolhi os melhores jogadores, mas sim aqueles que acredito que formariam um time melhor (de acordo, claro, com minha concepção de futebol) juntos. Bom, vamos aos comentários para ver se consigo criar um pouco de polêmica nesse blog!

Rogério Ceni, Miranda e Alex Silva: Quanto a estrutura defensiva (miolo de zaga + goleiro), não há o que comentar. Os números falam por si. Foi difícil escolher entre Alex Silva e Breno, mas fiquei com a experiência maior (nem tão maior, admito) do primeiro em jogar com dois zagueiros.

Joílson: Lateral/Ala bastante ofensivo. Chega muito no ataque, até demais. Exigiria um trabalho de cobertura muito bom dos dois volantes. Mas, resolvi escolhê-lo para acabar com a minha fama de retranqueiro e para compensar a falta de correria do Paulo Baier (que coloquei na meia).

Kléber: Excelente jogador. O melhor cruzamento do Brasil e um dos melhores do mundo. Mantendo a tendência desse time de chegada forte pela lateral. Além do mais, ainda pode atuar no meio.

Hernanes: Me surpreendeu e muito. Aprendeu a marcar. Tem técnica, força e habilidade para sair jogando com velocidade e precisão.

Martinez: Mantendo o estilo de um time leve, mais um volante que não é cabeça de bagre. Junto com Hernanes daria ao time qualidade na saída de bola e muita movimentação. Além do mais, seria o homem para bater faltas com o pé esquerdo.

Valdívia: É cai-cai. Prende a bola demais. Mas, que é craque, é.

Paulo Baier: Jogou sozinho no Góias. Está aprendendo a compensar a falta de velocidade (idade chegando) com passes precisos, experiência e visão de jogo. Em um mundo onde os armadores desapareceram, está acima da média.

Acosta: Faz muito gol no Naútico. E é o marginal (olha a quantidade de vezes que foi expulso) que todo time precisa ter.

Alecssandro: Faz muito gol. Ponto. (Nota: aqui fiquei em dúvida entre o Alecssandro e o Kléber Pereira que também faz muito gol.. mas, por ter jogado mais o campeonato, escolhi o cruzeirense).

Muricy Ramalho: Cornetei e continuo cornetando. Demora demais para mexer, é teimoso, deixa o time nervoso... mas, ninguém é tão bom quanto ele nos trabalhos de CT.

Breno: Só não escolhi o Felipe do Corinthians porque achei que não cabia, devido ao excelente Campeonato Paulista que ele fez. Já sabia que ele era bom antes do Brasileiro começar, logo não cabia como revelação.

Miranda: Praticamente não erra. Porto seguro da zaga menos vazada do mundo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Seleção do Brasileirão 2007

A Gazeta Esportiva.Net e a Rede Gazeta de Televisão estão promovendo o troféu Mesa Redonda 2007. O prêmio, realizado anualmente desde 2004, é concedido aos melhores jogadores do Campeonato Brasileiro de Futebol. Dentre as várias categorias premiadas, destacam-se a de melhor jogador, melhor técnico e jogador revelação.

A eleição é aberta ao público. Para participar, basta acessar o site da Gazeta Esportiva.net e fazer as escolhas. As minhas podem ser conferidas abaixo:

(a Seleção: Rogério Ceni, Breno, Miranda, Elder Granja, Kléber, Hernanes, Martinez, Jorge Wagner, Valdívia, Dagoberto e Fernandão. O Melhor técnico: Muricy Maralho. A revelação: Breno. O melhor Jogador: Miranda)

O resultado parcial da eleição (no dia 01/10) é o seguinte:

ESQUEMA TÁTICO: 4-4-2 / 60%

GOLEIRO: ROGÉRIO CENI (SÃO PAULO) / 40%
FELIPE (CORINTHIANS) / 32%
DIEGO (PALMEIRAS) / 24%

ZAGUEIRO:MIRANDA (SÃO PAULO) / 21%
ALEX SILVA (SÃO PAULO) / 18%
BRENO (SÃO PAULO) / 14%
ZELãO (CORINTHIANS) / 10% <--- a democracia tem dessas coisas! BETãO (CORINTHIANS) / 10% <--- a democracia tem dessas coisas! GUSTAVO (PALMEIRAS) / 8% <--- a democracia tem dessas coisas!

LATERAL: KLéBER (SANTOS) / 19%
GUSTAVO NERY (CORINTHIANS) / 13% <--- a democracia tem dessas coisas! ÉVERTON (CORINTHIANS) / 10% <--- a democracia tem dessas coisas! SOUZA (SÃO PAULO) / 8% JUNIOR (SÃO PAULO) / 7% PAULO BAIER (GOIÁS) / 6%

VOLANTE: HERNANES (SÃO PAULO) / 18%
VAMPETA (CORINTHIANS) / 15% <--- a democracia tem dessas coisas! RICHARLYSON (SÃO PAULO) / 15% PIERRE (PALMEIRAS) / 11% BRUNO OCTáVIO (CORINTHIANS) / 11% <--- a democracia tem dessas coisas! MARTINEZ (PALMEIRAS) / 8%

MEIO CAMPO: VALDíVIA (PALMEIRAS) / 27%
JORGE WAGNER (SÃO PAULO) / 23%
LULINHA (CORINTHIANS) / 19% <--- a democracia tem dessas coisas! THIAGO NEVES (FLUMINENSE) / 5% CAIO (PALMEIRAS) / 4% WAGNER (CRUZEIRO) / 3%

ATACANTE: DAGOBERTO (SÃO PAULO) / 18%
FINAZZI (CORINTHIANS) / 13% <--- a democracia tem dessas coisas! ARCE (CORINTHIANS) / 12% <--- a democracia tem dessas coisas! ALOíSIO (SÃO PAULO) / 10% EDMUNDO (PALMEIRAS) / 7% KLéBER PEREIRA (SANTOS) / 7%

TéCNICO: MURICY RAMALHO (SÃO PAULO) / 56%
CAIO JR (PALMEIRAS) / 20%
VANDERLEI LUXEMBURGO (SANTOS) / 12%

REVELAÇÃO: LULINHA (CORINTHIANS) / 41% <--- a democracia tem dessas coisas! BRENO (SÃO PAULO) / 31% MIRANDA (SÃO PAULO) / 4%

MELHOR JOGADOR: ROGéRIO CENI (SÃO PAULO) / 29%
LULINHA (CORINTHIANS) / 22% <--- a democracia tem dessas coisas! VALDíVIA (PALMEIRAS) / 19%

Do jeito que vai a eleição, quem não esteve na Terra nos ultimos anos pode acabar imaginando que o Corinthians está brigando pelo topo da tabela.

Participe da eleição. Se lá no site da Gazeta os corinthianos têm avacalhado a votação, aqui, Os 3 Corneteiros, na pior das hipóteses, descerão a corneta!

domingo, 29 de julho de 2007

Full House


Após os retumbantes fracassos dos galácticos no Real Madrid e do quarteto trágico da seleção na Copa do Mundo, uma conclusão que sempre fora óbvia para quem entende de futebol passou a ser um consenso geral: não é possível montar um time baseado apenas em grandes jogadores de ataque, sem que se tenha alguém (ou alguns) para fazer o “trabalho sujo” lá atrás. O Real aprendeu a lição: livrou-se de todos seus “craques” trintões e passou a contratar jogadores jovens e não tão famosos (Robinho, Marcelo, Gago, Higuain), conforme a carência de cada posição, e até alguns brucutus (Emerson e Diarra). Na seleção, Dunga instaurou a República dos Volantes e foi campeão. Chelsea, Liverpool e Milan consagram a cada temporada que passa o futebol de resultados, com elencos de trabalhadores, sem grandes celebridades.

Contudo, o Barcelona parece estar caminhando na contramão. Justamente o Barcelona, que nas últimas temporadas deu uma aula de como se contrata. De fato, o clube catalão mostrou que vale mais a pena comprar jogadores não tão valorizados no mercado e transformá-los em estrelas dentro de casa, ao invés de comprar estrelas prontas e caras (quem eram Ronaldinho, Deco, Eto’o e Messi antes de chegarem ao Barça?). Entretanto, a recente contratação de Thierry Henry parece sinalizar para a adoção de uma nova política. Nada contra Henry, muito pelo contrário: considero-o um dos melhores jogadores deste século. Mas a pergunta que surge é a seguinte: será que o Barcelona precisava de mais um atacante?

Precisasse ou não, o fato é que Frank Rijkaard terá um quarteto, ou melhor, um quinteto ofensivo à sua disposição: três jogadores com características de camisa dez (Deco, Ronaldinho e Messi) e dois noves (Eto’o e Henry). Agora, a pergunta passa a ser: como será possível escalar todos juntos? Ou melhor, há uma pergunta ainda anterior a essa: será possível escalar todos juntos? Se Rijkaard seguir o princípio parreiriano de fazer qualquer coisa para acomodar todos os craques em campo (e que se dane o esquema), o Barça terá mais ou menos a seguinte formação:


Essa escalação é um absoluto suicídio tático. Mesmo que se substitua Xavi por um cabeça-de-área de ofício (Yaya Touré ou até o brucutu Edmílson), esse coitado terá, sozinho, a incumbência de cobrir os dois laterais, proteger a zaga e ainda dar o primeiro combate no meio. Deco até pode dar uma ajudazinha, mas ainda assim seria muito pouco. O fato é que nenhum dos quatro da frente participará da marcação, pois isso é totalmente contrário às suas características. A defesa ficará mais vulnerável do que já foi nessa última temporada e o pobre Thuram, com 35 carnavais nas costas, e o maluco Puyol, com sua cabeleira de Maria Betânia, ficarão toda hora no mano a mano com os atacantes adversários.

Não é preciso nem dizer mais nada. É óbvio que um deles terá de sair,... mas quem? Ronaldinho, a estrela maior? Claro que não. Eto’o, o artilheiro? Incogitável. Messi, melhor do time na temporada passada? Nem pensar. Henry, a nova contratação? De jeito nenhum. Sobraria, evidentemente, para Deco. Entretanto, mesmo com a entrada de mais um volante no lugar do luso-brasileiro, o problema tático não seria resolvido.




Futebolisticamente, embora eu não seja um nazista (defensor dos quatro volantes ou de suas variações), estou ainda mais distante da extrema esquerda (partidários do joga-e-deixa-jogar). Sou, digamos, de centro-direita. Assim sendo, também não posso ficar satisfeito com a formação acima. Repito: os quatro da frente nunca na vida conjugaram o verbo “marcar” e os dois volantes teriam de carregar o piano sozinhos.

A única saída para que a defesa não ficasse exposta seria ordenar que Zambrotta e Abidal jamais passassem do meio campo e formassem com os dois beques uma linha de quatro zagueiros, literalmente. Assim, mesmo quando fosse contra-atacado, o Barcelona se defenderia com no mínimo cinco jogadores. Isso não seria nenhum sacrifício para esses laterais, uma vez que eles são essencialmente marcadores. Contudo, os efeitos colaterais atingiriam justamente o ataque. Com efeito, Ronaldinho é, nesse esquema, um meia centralizado; Eto’o e Henry são atacantes que gostam de jogar no meio dos zagueiros, perto do gol; e Messi, sempre que pega a bola nos lados do campo, parte em diagonal rumo à meia-lua, nunca verticalmente em direção à ponta. Resumindo: o time ficaria todo embolado pelo meio. E não adiantaria alguém cair pela ponta, pois os laterais teriam receio de subir para apoiar o ataque. E mesmo revezando a subida dos laterais (princípio básico do futebol), ficaria um flanco aberto para o contra ataque, sempre que um dos volantes estivesse na frente. Quantos gols o Barça já não tomou com o Van Bronckhorst ou o Belletti tentando desesperadamente, junto com os dois zagueiros, salvar a pátria lá atrás, só os três contra a rapa? (lembra do gol do Adriano Gabiru? Lembra do gol do Riise, do Liverpool?).

Há ainda outra opção tática para escalar esses mesmos jogadores, embora, na minha modestíssima opinião, ela também seja inviável. Para dar certo, seria preciso transformar Eto’o e Messi em pontas que atacam e defendem e repetir assim o esquema da França na última Copa do Mundo:


Essa formação é, na teoria, ultra-ofensiva: um armador que não marca (Zidane), dois atacantes pelas pontas (Malouda e Ribery) e o centroavante. Na prática, todavia, Raymond Domenech armou um verdadeiro ferrolho. Isso ocorreu porque os dois pontas, sendo muito velozes e donos de um extraordinário preparo físico, eram capazes de compor o meio campo toda vez que a França era atacada. Com isso, formavam com Vieira e Makelele uma linha de quatro no meio. Sim, quando atacada, a França se defendia com as famigeradas duas linhas de quatro. Quando o time retomava a bola, porém, Malouda e Ribery se mandavam para frente, para auxiliar Henry no ataque. Resultado: a defesa era fortíssima e o contra-ataque perigoso.

Contudo, quando pintamos esse mesmo quadro com as cores azul e grená, as peças não se encaixam. Henry é Henry e Ronaldinho faria a função de Zidane. Até aí tudo bem. Mas e os pontas? Eto’o e Messi são atacantes natos, muito técnicos, que jogam para frente, buscando o gol a todo instante. Muito improvável, para não dizer impossível, que Rijkaard conseguisse ensinar os dois a cumprir a função tática (defensiva) dos pontas franceses.

Se Eto’o for vendido para o Milan nos próximos dias, o que é muito improvável, o esquema continua o mesmo dos anos anteriores: um cabeça-de-área fixo (Yaya ou Edmílson), dois meias-volantes pelos lados (Xavi e Deco), Ronaldinho na esquerda, Messi na direita e Henry de centroavante. Caso contrário, haverá um grande problema.

Acho que Rijkaard terá de continuar apostando com sua trinca e deixar a quadra e o “full house” apenas para situações emergenciais ou para jogos muito fáceis*. Posso estar errado, mas se tudo que eu disse for bobagem, pelo menos estarei bem acompanhado: “São quatro jogadores para três posições”. Palavras de Johan Cruyff. De qualquer modo, tenho certeza de que Rijkaard, um esquerdista incorrigível, cairá na tentação de escalar todos juntos. Como ele fará isso? Não perguntem para mim... nem para Cruyff.

*Em alguns (poucos) jogos da última temporada, o Manchester United entrou em campo com dois volantes (Carrick e Scholes – esse último era o armador e avançava muito), dois meias ofensivos pelos lados (Cristiano Ronaldo e Giggs) e mais dois atacantes (Rooney e mais um – Saha, Solskjaer ou Larsson). Contudo, Alex Ferguson só teve a ousadia de escalar essa equipe contra times pequenos no Campeonato Inglês. Contra os grandes e na Champions League, ele sacou um dos atacantes (Saha, Solskjaer ou Larsson) e colocou mais um volante.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Um Brasil Novo


Não se deixe enganar pelo título. Este meu modesto texto não tem pretensão alguma de mudar a história deste nosso quase sempre ridículo país. Ele pretende apenas por em marcha o debate em torno dessa nova seleção brasileira; nova porque não tem Dida, Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Zé Roberto e Ronaldo, jogadores que faziam a média de idade (e o peso) da seleção subir mais do que a temperatura terrestre em tempos de aquecimento global.

A Copa América terá início no dia 26 de junho, e o primeiro jogo da Seleção Brasileira (contra o México) será no dia seguinte, uma quarta-feira. Abaixo segue a lista de jogadores convocados por Dunga, o teimoso, já com os números oficiais estabelecidos pela CBF: 1 – Hélton, 2 – Maicon, 3 – Alex, 4 - Juan, 5 – Mineiro, 6 - Gilberto, 7 – Elano, 8 - Gilberto Silva, 9 - Vagner Love, 10 – Diego, 11 – Robinho, 12 – Doni, 13 - Daniel Alves, 14 - Alex Silva, 15 – Naldo, 16 – Kleber, 17 – Josué, 18 – Fernando, 19 - Júlio Baptista, 20 – Anderson, 21 – Afonso e 22 – Fred.

Com base nesta lista, assim ficaria meu time titular, pensado num esquema 4-4-2:

- Hélton no gol (confio neste tanto quanto no Doni, ou seja, nenhum pouco).
- Maicon e Gilberto para as laterais (o Maicon é mais eficiente que o Daniel Alves na defesa, e o Gilberto não é um gênio nem para marcar nem para atacar, mas é o que se tem).
- Alex e Juan para a zaga (boa dupla, Juan é o zagueiro técnico, Alex é o assassino, mas nem por isso grosso, de que todo time precisa).
- Mineiro e Gilberto Silva como volantes (por causa do entrosamento adquirido em tempo de Tricolor do Morumbi, acho que Josué e Mineiro seriam a melhor dubla caso a média de altura do meio campo não ficasse tão prejudicada).
- Diego e Kleber para a armação (Elano e Julio Batistas não são bons armadores nem bons defensores, o Kleber faz essas duas coisas melhor que eles).
- Robinho e Fred (Fred e Love quase se equivalem, escolho o primeiro pensando numa possível vantagem que possa ter em jogadas aéreas, já que é ligeiramente mais alto).

Caso eu pudesse montar uma lista com qualquer jogador brasileiro, assim ficaria meu time titular, também pensado num 4-4-2:

- Dida no gol (apesar da idade, ainda é o que o Brasil tem de melhor).
- Cicinho e Kleber para as laterais (escolho o Cicinho pensando no futebol que o vi jogar pelo São Paulo, nos tempos do tri mundial e da Libertadores, e pela Seleção, na época em que venceu a copa das confederações. Quanto ao Kleber, é o melhor lateral esquerdo brasileiro da atualidade).
- Alex e Juan para a zaga (boa dupla, Juan é o zagueiro técnico, Alex é o assassino, mas nem por isso grosso, de que todo time precisa. No lugar do Juan, pensei em colocar o Miranda, excelente zagueiro do São Paulo, mas fiquei com o primeiro por causa da experiência).
- Mineiro e Gilberto Silva como volantes (ótima dupla, eficiente na marcação e na saída de bola, sobretudo por causa do Mineiro).
- Kaká e Alex na armação (não consigo entender como podem deixar o Alex de fora da seleção, ele é um legítimo craque. Às vezes dorme durante o jogo, mas quem é que não dá uns cochilos durante o trabalho ou a aula de Fenomenologia do Espírito?).
- Ronaldinho e Dodô (Ronaldinho não está em bom momento, mas, mesmo que jogasse futebol e Game Boy ao mesmo temo, seria melhor que o Robinho. Quanto ao Dodô, a verdade é que este é o melhor atacante de área que o Brasil tem no momento, sem contar que é um artilheiro desde sempre. Talvez o Luis Fabiano seja um nome tão bom quanto, exceto pelo fato de não ser muito estável psicológicamente).

É isso.

Comente, mande sua escalação, critique, desça o sarrafo e, principalmente, reze, porque a seleção do Dunga, com os gênios Fernando, Elano, Afonso, Gilberto e Julio Batista, vai precisar muito!

Denis Barbosa Cacique (vulgo Zagueiro Míope) – 22 de junho de 2007 (eu armo o time... com estiletes enferrujados)

sábado, 16 de junho de 2007

Opções da Formação: São Paulo


O São Paulo precisa vencer o Vasco amanhã. Para ganhar moral e afastar de vez esse princípio de crise, o tricolor paulista não pode se dar ao luxo de perder mais pontos em casa (o que já aconteceu na rodada passada diante do Atlético Mineiro). Mas, para isso, precisa fazer gols. Coisa que o melhor ataque do Brasileirão de 2006 parece ter esquecido durante as férias.

O principal responsável pela seca de gols são-paulina, contudo, não é o ataque, e sim o meio-campo. Há um visível buraco entre o meio de campo e o ataque tricolor. Para constatar isso, basta tentar (se esforçar para) lembrar qual foi o último gol do time marcado de dentro da área do adversário (pênalti não conta, óbvio). O fato é que o time está viciado em três jogadas básicas: as arrancadas de Ilsinho, os chuverinhos de Jorge Wagner e os chutões para o Aloísio. O ala-direito, em má-fase, não consegue produzir uma jogada individual desde que foi convocado à seleção brasileira. Já as outras variações pecam por depender demais do pivô Aloísio. A própria característica dessas jogadas, limita a movimentação do atacante (já que os lançamentos vêm sempre dos mesmos lugares). Então, basta que o miolo de zaga o marque (um encosta, outro sobra) para anulá-lo. O pivô fica assim incapaz de cabecear os chuveirinhos, de ajeitar e de girar para finalizar as bolas que recebe diretamente do setor defensivo ou dos alas.

O São Paulo precisa ocupar a intermediária adversária. É preciso que o time volte a se movimentar naquele setor, prendendo ali a bola, para dificultar a marcação adversária e permitir a chegada dos jogadores próximo ao gol adversário em condições de finalizar. Os desfalques gerados pelo excesso de cartões e pela seleção brasileira fornecem a Muricy a oportunidade perfeita para um experimento na formação do time. Muda-lo para deixar os jogadores de toque de bola mais próximos de onde ela precisa ser tocada. O experimento (que Muricy, é claro, não fará) ideal para mim, é o seguinte:



Como dito anteriormente, Ilsinho está em má fase, mas com Reasco em sua seleção, ele é a única opção para a lateral direita. Um dos laterais de ofício assumiria a lateral esquerda para liberar J. Wagner que comporia o meio de campo. Minnha primeira opção seria claro, Junior. Souza retornaria a meia direita. Apesar da fase ruim, ainda é o principal assistente do time. Com Fredson contundido, não sobram opções para a dupla de volantes a não ser: Richarlysson e Hernanes. Richarlysson não é um grande marcador, mas tem boa saída com a bola. Junto com Junior e J. Wagner ele poderia formar um setor esquerdo interessante. Como os três são jogadores inteligentes, poderiam alternar suas chegadas ao ataque de forma que sempre um deles permaneça na cobertura. Hernanes ficaria um pouco mais preso, subindo mais como um fator surpresa (seu chute forte de fora da área) do que como elemento de triangulação. Esse papel seria realizado mais por Hugo, que teria que se esforçar para cair mais vezes pela direita que pela esquerda, no entanto, nada impede que troque de posição com J. Wagner algumas vezes, para que o camisa 7 componha a triangulação do setor direito e Hugo abra pela esquerda. Jogando mais próximo ao gol, as qualidades de Hugo (velocidade, bom drible e domínio de bola, boa finalização) seriam maximizadas e suas desvantagens (pouco poder de composição da marcação do meio-campo, pouca capacidade de cadenciamento do jogo, etc) minimizadas. Com mais gente chegando à frente por meio do toque de bola, Aloísio se posicionará como pivô apenas para formar o mais adiantado vértice da triangulação, aumentando o número de boas oportunidades criadas para seus companheiros. Não mais sobrecarregado, o pivô poderia se preocupar mais, é claro, em finalizar.

Por fim, boas opções para substituições no decorrer da partida seriam: Borges (para substituir Aloísio ou para entrar em “modo kamikaze” no fim do jogo), Lenílson (para substituir Hugo caso esse não atue bem. Menos velocidade, mais poder de finalização) e, Edcarlos (caso seja preciso retrancar para garantir o resultado).

Brunão, que não é tecnico de futebol mas também atende a chamados de "ow professor".